quinta-feira, 31 de março de 2011

sexta-feira, 25 de março de 2011

Sites podem ajudar alunos do Ensino Fundamental a entender ciências

A Internet não é só para estudantes às voltas com o vestibular. Segundo a professora Mara Rosana Cassas, responsável pelo Departamento de Ciências do Colégio Santo Américo, Zona Sul de São Paulo, alunos do Ensino Fundamental também podem usufruir do meio para complementar seus estudos - desde que siga indicações de sites oportunos para seu aprendizado.

"Quando aponto um site aos meus alunos, analiso previamente seu conteúdo para saber se é possível trabalhar com ele. Muitos não têm uma linguagem correspondente à idade", afirma Mara. Desta forma, o cuidado em encontrar um site apropriado deve ser imprescindível, na opinião da professora.

Uma das páginas usadas durante suas aulas e recomendada para ser usado até sem orientação de outros professores é o site Ciência Cultura, que possui três níveis de dificuldade (infantil, básico e avançado). "Excelente para pesquisar informações, com destaque para a seção sobre o sistema solar", conta.

Repletos de ilustrações, mecanismos interativos e até jogos, a educadora destaca também outros dois sites para os alunos no primeiros anos do Ensino Fundamental: o Canal Kids e o Eco Kids. "As imagens chamam a atenção dos mais jovens e os jogos utilizam conhecimentos de meio ambiente, saúde e higiene como referência. Bastantes completos", crê.

(Rodrigo Zavala - 12/06/2002)
O vídeo divulgado na internet gerou muita polêmica, mas quase ninguém se perguntou o que houve para a situação chegar a esse ponto. Confira a opinião dos especialistas


Elisa Meirelles (elisa.meirelles@abril.com.br)



Página 1 2 3 === PARTE 1 ====

A BRIGA NA ESCOLAENTREVISTA COM CASEY HEYNESENTREVISTA COM RICHARD GALEUma cena de bullying gravada em vídeo se espalhou rapidamente pela internet nos últimos dias e ganhou destaque na imprensa mundial. As imagens, registradas em uma escola australiana, mostram o momento em que Casey Heynes - aluno de 15 anos constantemente agredido pelos colegas - se rebela e parte para cima de um de seus agressores. Com o sucesso na rede, Heynes passou de vítima a herói. Alguns dias depois, os dois garotos eram entrevistados em programas de televisão, apresentando sua versão dos fatos (assista aos vídeos ao lado).



No calor da repercussão e na maneira superficial como o tema foi tratado pelas emissoras, perguntas fundamentais ficaram sem resposta. Qual o papel da escola na história? O que levou o garoto à reação extrema? Há, de fato, algum herói? Para responder a essas e outras dúvidas, NOVA ESCOLA ouviu as pesquisadoras Adriana Ramos e Luciene Tognetta, do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Moral (GEPEM) da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). As considerações das especialistas têm como objetivo mostrar a professores, gestores e pais quais ensinamentos podem ser tirados do fato e como usá-lo no combate - constante - ao bullying.



O papel da escola



Pelos comentários publicados na internet sobre o vídeo e pela própria maneira como as reportagens foram editadas, percebe-se que quase ninguém questionou o papel de professores e gestores da escola australiana. As especialistas da Unicamp explicam que, por ser um problema que ocorre entre os alunos, o bullying pode mesmo demorar para ser detectado. "Em muitos casos, quando pais e professores ficam sabendo, a criança já sofre há pelo menos dois anos", comenta Adriana Ramos.



Essa dificuldade, no entanto, não deve ser usada como desculpa para a escola se eximir de responsabilidade. No caso australiano, há fortes indícios de que professores e gestores foram omissos. "Não é possível que ninguém viu o menino passar por tanta humilhação", comenta Luciene Tognetta. Tudo leva a crer que a escola não tomou as atitudes necessárias nem antes nem depois de o problema aparecer.


A reação da diretoria ao saber da briga reforça essa suspeita. Ao saber do ocorrido, a escola optou por suspender os dois alunos. Com isso, deixou de lado todas as características do bullying e passou a lidar com o problema como se fosse uma briga comum - sem dar importância para as razões que levaram Heynes ao ato de violência. "Ao suspender os dois, a escola não evidencia que, por trás da violência, está o bullying, nem dá a eles a chance de refletir sobre a questão", diz Adriana.

domingo, 20 de março de 2011

http://www.pbs.org/

Um ótimo site http://www.pbs.org/ tem quase tudo vale a pena navegar.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Pesquisa descobre fungos que geram 'formigas-zumbis' em MG (site G1)

Em uma semana, insetos têm sentidos alterados e começam a 'vaguear'.


Agora, cientistas querem saber como a relação influencia o ecossistema.

Nova pesquisa publicada no jornal científico "PLoS One" e divulgada nesta quarta-feira (2) identifica quatro novas espécies de fungos capazes de gerar "formigas-zumbis". Isso ocorre no momento em que os fungos infectam os insetos e se distribuem pelo organismo, causando mudança de comportamento e até mesmo a morte de colônias inteiras.

De autoria dos cientistas Harry Evans e David Hughes, o estudo "diversidade oculta em fungos de formigas-zumbis" analisa quatro novas espécies encontradas na Mata Atlântica de Minas Gerais, no Sudeste do país. A pesquisa ajuda a explicar a perda de biodiversidade entre insetos de determinadas espécies, já que cada fungo observado atua em um tipo de formiga.

A ação do fungo é capaz de travar as mandíbulas de formigas carpinteiras, local em que ele encontra condição ideal para começar a se reproduzir, infectando outros hospedeiros. Uma vez instalado, o fungo cresce no organismo e espalha substâncias que têm efeitos colaterais.

A formiga infectada pode ter o comportamento alterado e não conseguir realizar suas atividades normais. Em questão de uma semana, de acordo com a pesquisa, a formiga pode ter seus sentidos totalmente afetados pelo fungo e começar a "vaguear" por perto da colônia. Quando morrem, ajudam a criar o ambiente ideal para a proliferação do fungo.


Segundo os pesquisadores, existem relatos sobre os fungos de "formigas-zumbis" descritos já em meados do século 19 pelo naturalista Alfred Russel Wallace, contemporâneo de Charles Darwin, que encontrou duas espécies do fungo na Indonésia. Agora, autores do estudo querem saber como a ação dos fungos sobre as formigas influencia o funcionamento do ecossistema.
fungo (Foto: Harry Evans e David Hughes/ PLoS One/ Divulgação)




Imagens mostram ação do fungo nas formigas. (Foto: Harry Evans e David Hughes/ PLoS One/ Divulgação)